Defesa de Dissertação de Mestrado – Érica da Costa Campos

16/03/2026 14:50

No dia 06/03/2026, a pesquisadora Érica da Costa Campos realizou a defesa de sua dissertação de mestrado, intitulada “Isoflavonas de Soja como Agentes Bioativos: efeitos de extratos enriquecidos na viabilidade celular”, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Ana Paula Serafini Immich Boemo e do Prof. Dr. Acácio Antonio Ferreira Zielinski.

A seguir, o resumo desta pesquisa.

“O presente trabalho investiga a extração e purificação de isoflavonas a partir de cotilédones de soja (Glycine max L.), visando a obtenção de extratos bioativos para aplicação em medicina regenerativa. O estudo foca na conversão de isoflavonas glicosiladas em suas formas agliconas (daidzeína e genisteína) por meio de hidrólise ácida, buscando aumentar a biodisponibilidade e eficácia para a regeneração tecidual em comparação às terapias convencionais. Foi utilizado extração assistida por ultrassom com soluções hidroalcoólicas de metanol e etanol.

A caracterização fitoquímica por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC-MS) confirmou a presença dos compostos de interesse, identificando a daidzina no extrato metanólico purificado e a daidzeína no extrato etanólico hidrolisado como as maiores concentrações obtidas.

Nos ensaios de atividade antioxidante in vitro via radical ABTS, o extrato etanólico bruto apresentou o melhor desempenho EC50 próximo a 3,5mg/mL, sugerindo uma interação entre as diferentes substâncias, potencializando a capacidade antioxidante da matriz vegetal. Adicionalmente, o extrato etanólico purificado hidrolisado demonstrou potencial antibacteriano contra Staphylococcus epidermidis, com cerca de 62,14% de inibição, em faixa equivalente ao antibiótico Ampicilina, com 62,55% de inibição.

Os ensaios de viabilidade celular in vitro com fibroblastos L929 indicaram biocompatibilidade em concentrações de até 500 µg/mL. Em doses de 100µg/mL, as amostras demonstraram efeito bioestimulador, com destaque para a daidzeína e o extrato metanólico bruto após 72 horas de exposição. Os resultados concluem que as isoflavonas de soja possuem potencial terapêutico seguro e eficaz, atuando como agentes antioxidantes e proliferativos com aplicação promissora na engenharia de tecidos.”

O LCP parabeniza a pesquisadora Érica da Costa Campos  pela aprovação e deseja sucesso na continuidade de sua trajetória acadêmica e profissional.