Laboratório de Controle e Processos de Polimerização
  • Defesa de Dissertação de Mestrado – Amanda Mueller Vianna dos Santos

    No dia 19/03/2026, a pesquisadora Amanda Mueller Vianna dos Santos realizou a defesa de sua dissertação de mestrado, intitulada “Dispositivo de Nanocelulose Bacteriana para Liberação de Camptotecina Encapsulada em Nanopartículas de Policaprolactona”, sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Henrique Hermes de Araújo,  Dr.ª Tamara Agner Miguez e da Dr.ª Karina Cesca.

    A seguir, o resumo desta pesquisa.

    “No tratamento de gliomas – neoplasia primária do parênquima cerebral caracterizada por sua elevada agressividade – a administração oral ou intravenosa de quimioterápicos requer uma elevada dose sistêmica devido à presença da barreira hematoencefálica. Dessa forma, a entrega intracraniana desses compostos, após a remoção cirúrgica do tumor, por meio de dispositivos de liberação controlada (DDS) surge como uma alternativa promissora para reduzir a dose sistêmica e aumentar a eficiência do tratamento.

    Nesse contexto, a camptotecina (CPT), um fármaco com potente ação antitumoral, destaca-se por atuar como inibidor da topoisomerase I. Entretanto, sua molécula pode sofrer hidrólise em meio fisiológico, assumindo uma forma inativa; assim, a sua encapsulação constitui uma estratégia importante para preservar sua atividade, aumentar a biodisponibilidade e prolongar o tempo de retenção no organismo. Além do fármaco, para o desenvolvimento desses dispositivos é necessário selecionar uma matriz biocompatível que permita a sua liberação controlada.

    Portanto, o objetivo desse trabalho foi de desenvolver um dispositivo à base de esferas nanocelulose bacteriana para a liberação controlada de CPT encapsulada em nanopartículas (NPs) de policaprolactona. As NPs foram obtidas por meio da técnica de miniemulsificação-evaporação de solvente e apresentaram diâmetro médio de partícula de 200 ± 4 nm e uma eficiência de encapsulação de 99 ± 1%. Pela liberação in vitro do fármaco em meio e do DDS, determinou-se que as NPs perdem apenas 10% da sua carga por difusão, indicando que o fármaco permanece retido nas NPs por mais de 7 dias. Ainda, o DDS apresentou uma liberação de 73 ± 4% das NPs em 12 dias, indicando que o dispositivo desenvolvido foi bem-sucedido ao proporcionar a liberação do fármaco nanoencapsulado de forma controlada e prolongada.”

    O LCP parabeniza a pesquisadora Amanda Mueller Vianna dos Santos pela aprovação e deseja sucesso na continuidade de sua trajetória acadêmica e profissional.


  • Defesa de Qualificação de Tese de Doutorado – Kainan Akio Weege

    No dia 10/03/2026, o pesquisador Kainan Akio Weege realizou a defesa de sua qualificação de tese de doutorado, intitulada “Synthesis of Bio-Based Poly(Thioether-Ester) Nanoparticles via Thiol-Ene Polymerization for Targeted Leishmaniasis Therapy, sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Henrique Hermes de Araújo, Prof.ª Dr.ª Claudia Sayer e da Prof.ª Dr.ª Ana Paula Serafini Immich Boemo.

    A seguir, o resumo desta pesquisa.

    “Nanopartículas biocompatíveis de poli(tioéter-éster) (PTEe) sintetizadas a partir de monômeros de base biológica oferecem uma alternativa sustentável aos polímeros derivados de combustíveis fósseis, especialmente para aplicações médicas. No entanto, sua hidrofobicidade inerente e baixa estabilidade térmica (devido às ligações flexíveis de tioéter) limitam seu desempenho e exigem otimização adicional para expandir sua funcionalidade.

    Este trabalho visa desenvolver nanopartículas de poli(tioéter-éster) de base biológica através de uma modificação pós-polimerização controlada mediada por H2O2 para aumentar sua estabilidade térmica, polaridade de superfície e comportamento dual (oxidação/hidrólise) para aplicações biomédicas. Neste estudo, o monômero diundec-10-enoato de 1,3-propileno foi sintetizado via esterificação seguida de purificação. Em seguida, as nanopartículas foram preparadas via polimerização em miniemulsão thiol-ene one-pot utilizando monômeros derivados de óleos vegetais, resultando em materiais ecologicamente corretos com potencial de biodegradabilidade devido às ligações éster. Uma oxidação pós-polimerização foi realizada utilizando peróxido de hidrogênio (H2O2), convertendo grupos tioéter em funcionalidades sulfóxido e sulfona, que aumentam a polaridade e a estabilidade térmica do polímero.

    Duas rotas de oxidação foram investigadas: oxidação direta no látex polimérico aquoso e oxidação em solução após a precipitação do polímero. Ambos os métodos introduziram com sucesso grupos sulfóxido e sulfona, confirmados por picos de absorção característicos no infravermelho (IR). A oxidação melhorou as propriedades térmicas, aumentando a temperatura de fusão (Tm) de 71 °C para 148 °C sem afetar o tamanho das nanopartículas e a morfologia esférica.

    Os resultados de DLS corroboram com a análise de TEM, uma vez que os tamanhos das partículas estão na mesma faixa: 133,7 nm para o Látex e 125,6 nm para o L-OXI. O espectro de RMN do polímero exibiu uma diminuição nas intensidades dos picos de CH=CH, confirmando o consumo de ligações duplas durante a polimerização thiol-ene e a formação do PTEe. Medições de ângulo de contato indicaram aumento da polaridade da superfície após a oxidação; os valores para L-OXI (θ~77.45°) and S-OXI (θ~80.40°) revelam modificações superficiais em comparação às medições do Látex (θ~104.25°).

    Este estudo demonstra que a oxidação mediada por peróxido de hidrogênio é uma modificação pós-polimerização eficiente e sustentável para melhorar as propriedades térmicas e de superfície de nanopartículas de poli(tioéter-éster) de base biológica, ampliando sua aplicabilidade no campo biomédico. Na segunda parte deste estudo, nanopartículas por emulsão dupla W/O/W serão desenvolvidas utilizando este monômero politioéter-éster de base biológica e cera de abelha como fase lipídica para encapsulação de Meglumina Antimoniato (MA) hidrofílico e Dietilditiocarbamato de sódio (DETC), seguida de funcionalização superficial com D-manose para direcionamento a macrófagos no tratamento da leishmaniose cutânea.”

    O LCP parabeniza o pesquisador Kainan Akio Weege  pela aprovação e deseja sucesso na continuidade de sua trajetória acadêmica e profissional.


  • Defesa de Dissertação de Mestrado – Érica da Costa Campos

    No dia 06/03/2026, a pesquisadora Érica da Costa Campos realizou a defesa de sua dissertação de mestrado, intitulada “Isoflavonas de Soja como Agentes Bioativos: efeitos de extratos enriquecidos na viabilidade celular”, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Ana Paula Serafini Immich Boemo e do Prof. Dr. Acácio Antonio Ferreira Zielinski.

    A seguir, o resumo desta pesquisa.

    “O presente trabalho investiga a extração e purificação de isoflavonas a partir de cotilédones de soja (Glycine max L.), visando a obtenção de extratos bioativos para aplicação em medicina regenerativa. O estudo foca na conversão de isoflavonas glicosiladas em suas formas agliconas (daidzeína e genisteína) por meio de hidrólise ácida, buscando aumentar a biodisponibilidade e eficácia para a regeneração tecidual em comparação às terapias convencionais. Foi utilizado extração assistida por ultrassom com soluções hidroalcoólicas de metanol e etanol.

    A caracterização fitoquímica por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC-MS) confirmou a presença dos compostos de interesse, identificando a daidzina no extrato metanólico purificado e a daidzeína no extrato etanólico hidrolisado como as maiores concentrações obtidas.

    Nos ensaios de atividade antioxidante in vitro via radical ABTS, o extrato etanólico bruto apresentou o melhor desempenho EC50 próximo a 3,5mg/mL, sugerindo uma interação entre as diferentes substâncias, potencializando a capacidade antioxidante da matriz vegetal. Adicionalmente, o extrato etanólico purificado hidrolisado demonstrou potencial antibacteriano contra Staphylococcus epidermidis, com cerca de 62,14% de inibição, em faixa equivalente ao antibiótico Ampicilina, com 62,55% de inibição.

    Os ensaios de viabilidade celular in vitro com fibroblastos L929 indicaram biocompatibilidade em concentrações de até 500 µg/mL. Em doses de 100µg/mL, as amostras demonstraram efeito bioestimulador, com destaque para a daidzeína e o extrato metanólico bruto após 72 horas de exposição. Os resultados concluem que as isoflavonas de soja possuem potencial terapêutico seguro e eficaz, atuando como agentes antioxidantes e proliferativos com aplicação promissora na engenharia de tecidos.”

    O LCP parabeniza a pesquisadora Érica da Costa Campos  pela aprovação e deseja sucesso na continuidade de sua trajetória acadêmica e profissional.


  • Defesa de Dissertação de Mestrado – Nícolas Soares Urruth

    No dia 05/06/2026, o pesquisador Nícolas Soares Urruth realizou a defesa de sua dissertação de mestrado, intitulada “Simultaneous Enzymatic Transesterification and Ring- Opening Reactions for PBS Copolymer Production and the Chemical Recycling of PBS via Glycolysis, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Claudia Sayer, Prof. Dr. Bruno Francisco Oechsler e do Prof. Dr. Pedro Henrique Hermes de Araújo.

     

    A seguir, o resumo desta pesquisa.

    “Apesar de 420 milhões de toneladas de plásticos produzidas globalmente (2019), mais de 90% dos resíduos são descartados inadequadamente. Neste contexto, tecnologias para o desenvolvimento sustentável na produção de polímeros são essenciais. Esta dissertação analisou pontos chave do ciclo de vida do poli(butileno succinato) (PBS) para economia circular, integrando a síntese enzimática de copolímeros de PBS-polilactonas e a reciclagem química de PBS por meio da glicólise.

    A revisão da literatura identificou lacunas inexploradas na polimerização simultânea por abertura de anel e condensação (SROCP) de PBS, assim como sua reciclagem por glicólise, e evidenciou que catalisadores, glicol, cinética, tipo de material e aditivos são aspectoscruciais. A síntese de copolímeros por SROCP foi investigada em reator batelada (enzima N435 10% m/m, 90-150°C). Foram sintetizados os copolímeros PBS-co-CL, PBS-co-GL e PBS-co-CL-co-GL, cujas massas molares e composição foram analisadas por GPC e RMN. Globalide (Mw = 4,4-5,9kDa) superou ε-caprolactona (lactona menor; Mw = 3,3-10,5kDa), apresentando maior efetividade na copolimerização em análises por RMN, com consistente proporção próxima de 50:50% em sua composição, enquanto a copolimerização com ε-caprolactona integrou o copolimero em menor proporção (<12%).

    Adicionalmente, as condições ótimas da glicólise de PBS com NaHCO3 foram investigadas por meio de planejamento fatorial 23 com réplicas no ponto central, seguido de planejamento composto central rotacional (CCR). As variáveis de entrada analisadas foram temperatura (109-190°C), razão BDO (1,29-6,70 mol/mol) e razão de catalisador (0,29-5,70% mol) e de saída foram a fração de monômero, fração de dímero e LMF (fração de baixa massa molar para coluna de GPC com detecção acima de 500 Da).

    Os efeitos foram significativos de acordo com os modelos estatísticos e ANOVA. Além disso, a presença do efeito quadrático na temperatura confirma a reversibilidade da reação de glicólise, que estabelece a condição ótima (Temperatura = 172,59°C, BDO:unidade de repetição (PBS) = 6,71, NaHCO3:unidade de repetição (PBS) = 4,69% ; 72,06% monômero). As reações de repolimerização catalisadas por Ti(OBu)4 e pela enzima N435 produziram polímeros com Mw de 10.835 Da e 3.854 Da, respectivamente.

    Portanto, esta pesquisa valida o PBS como bioplástico circular, contribuindo com o desenvolvimento de sua reciclagem química por glicólise e avaliação da SROCP como estratégia para obtenção de copolímeros sustentáveis.”

    O LCP parabeniza o pesquisador Nícolas Soares Urruth pela aprovação e deseja sucesso na continuidade de sua trajetória acadêmica e profissional.


  • Pesquisadora do LCP recebe Menção Honrosa no 18º CBPol

    A pesquisadora Júlia Lemos de Oliveira recebeu prêmio de Menção Honrosa no 18º Congresso Brasileiro de Polímeros (CBPol), realizado em Campos do Jordão – SP.

     
    O reconhecimento foi concedido ao trabalho intitulado “Engineering bioactive 3D scaffolds: combining precision architecture and surface functionalization for tissue regeneration”, desenvolvido sob orientação da Profs. Dr.a Claudia Sayer e Dr.a Ana Paula S. I. Boemo (UFSC) em parceria com o Prof. Dr. Aldo R. Boccaccini , da Friedrich-Alexander-Universität Erlangen-Nürnberg (FAU – Alemanha), onde a pesquisadora desenvolveu parte de seu doutorado em regime de cotutela.

     
    Na pesquisa, foi desenvolvido um scaffold tridimensional (3D) obtido por Melt Electrowriting (MEW), utilizando policaprolactona (PCL) como matriz polimérica. O material foi funcionalizado para aumentar sua bioatividade, por meio da incorporação de nanopartículas de vidro bioativo mesoporoso em um revestimento de gelatina enzimaticamente reticulada. Essas estratégias resultaram em melhor adesão celular, maior estabilidade mecânica e potencial osteogênico e angiogênico, configurando uma plataforma promissora para aplicações em regeneração tecidual.


  • Defesa de Dissertação de Mestrado – Bernardo Lyra Jucá Duarte Silva

    No dia 13/10/2025, o pesquisador Bernardo Lyra Jucá Duarte Silva realizou a defesa de sua dissertação de mestrado, intitulada “Reaproveitamento de Resíduos de Poli(Tereftalato de Etileno) para a Síntese de Membranas Voltadas ao Tratamento de Águas Residuais, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª  Cintia Marangoni.

    A seguir, o resumo desta pesquisa.

    “A destinação inadequada do poli(tereftalato de etileno) (PET) tem gerado preocupações por conta de sua lenta degradação no meio-ambiente. As propriedades que permitem que o resíduo de PET persista diante do intemperismo também o tornam um ótimo candidato para a fabricação de membranas utilizadas em processos de separação. No entanto, os estudos envolvendo a utilização do PET pós-consumo para a produção de membranas concentram-se no reaproveitamento de garrafas, deixando de lado os resíduos de PET têxtil ou aqueles de coloração inconvencional, que durante a cadeia de reciclagem costumam ser separados durante as etapas de triagem e encaminhados a incineração ou a aterros sanitários. Assim, este estudo sintetizou membranas microporosas de PET a partir de diferentes tipos de resíduos coloridos, incluindo garrafas, cordas e têxteis, por meio da metodologia de inversão de fases induzida por não solvente (NIPS).

    As membranas foram caracterizadas por espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier e reflectância total atenuada (ATR-FTIR), índice de cristalinidade, ângulo de contato, porosidade, potencial zeta de superfície, fisissorção de N₂ e pressão de entrada de líquido. O desempenho no processo de destilação por membranas a vácuo (DMV) foi avaliado em relação ao fluxo de água pura e à remoção de corante. A diferença entre o grau de processamento e a coloração das matérias-primas não produziu alterações na composição química das membranas.

    O comportamento térmico indicou uma cristalinidade mais alta por parte dos resíduos têxteis e aqueles que já haviam passado por um ciclo de reciclagem, ou reprocessamento, antes da NIPS. As membranas exibiram uma hidrofilicidade moderada (55 à 78°C), porosidade em uma faixa controlada (60,92 à 72,77%), alta resistência mecânica (LEP > 6 bar) e uma carga superficial predominantemente negativa a partir do pH 4. A análise das isotermas de fisissorção de N₂ indicou a presença de poros pouco interconectados e com diâmetro médio reduzido (7,21 à 10,78 nm).

    O fluxo de água pura variou consideravelmente entre membranas, e valores considerados satisfatórios para a aplicação em DMV foram observados. A análise do permeado por espectroscopia UV-Vis demonstrou que as membranas produzidas a partir de resíduos coloridos não representam risco de contaminação por corantes. As membranas utilizadas nos testes com o efluente sintético apresentaram uma rejeição de corante de 100%.

    Os resultados sugerem que os resíduos têxteis de PET reciclado apresentam um grande potencial como matéria-prima para a fabricação de membranas, e revelam a metodologia NIPS como uma alternativa inovadora para a valorização de resíduos de PET que dispensa etapas prévias de descoloração.”

     

    Parabéns ao pesquisador Bernardo Lyra Jucá Duarte Silva pela bem-sucedida defesa de sua dissertação de mestrado!


  • Defesa de Tese de Doutorado – José Marcelo Honório Ferreira Barros

    No dia 22/09/2025, o pesquisador José Marcelo Honório Ferreira Barros realizou a defesa de sua tese de doutorado, intitulada “Essential Oil-Based Nanobiofungicides for the Control of Anthracnose and Fusarium wilt in Bean Plants, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª  Cristiane da Costa e do Prof. Dr. Marciel João Stadnik.

    A seguir, o resumo desta pesquisa.

    “O feijoeiro é bastante suscetível a doenças fúngicas, com destaque para a antracnose e murcha de Fusarium, causadas por Colletotrichum lindemuthianumFusarium oxysporum f. sp. phaseoli (Fop), respectivamente. Esses patógenos provocam perdas econômicas significativas, e seu controle tradicional depende de fungicidas sintéticos, os quais representam riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Como alternativa sustentável, os óleos essenciais (OEs) vêm sendo estudados por sua atividade antifúngica, embora sua baixa solubilidade em água e instabilidade física limitem sua aplicação agrícola.

    Para superar essas limitações, este estudo investigou a produção, estabilidade e atividade antifúngica de nanobiofungicidas à base de OEs de canela (Cinnamomum cassia, CEO), eucalipto (Eucalyptus staigeriana, EEO), palmarosa (Cymbopogon martinii, CMEO) e pimenta-da-montanha (Litsea cubeba, LEO) em três sistemas: (1) nanoemulsões O/A (OE-NEs) produzidas por emulsificação de alta energia; (2) nanopartículas de zeína carregadas com OE obtidas por nanoprecipitação assistida por ultrassom (Z-OEC, Z-OECM, Z-OEE, Z-OEL); e (3) nanopartículas de zeína carregadas com OE de C. cassia (Z-OECBE), produzidas por nanoprecipitação de baixa energia.

    As OE-NEs permaneceram estáveis à temperatura ambiente por 90 dias, mantendo um diâmetro hidrodinâmico (d) abaixo de 200 nm e polidispersão (PDI) < 0,3, sem separação de fases. Testes in vitro demonstraram a potência antifúngica dos OE-NEs, que inibiram completamente o crescimento micelial e a germinação de esporos de C. lindemuthianum. As Z-OEs obtidas por nanoprecipitação assistida por ultrassom apresentaram morfologia esférica, tamanho inferior a 250 nm e PDI < 0,3, indicando uma dispersão coloidal homogênea. A eficiência de encapsulação foi superior a 70 %, com interações entre o OE e a zeína evidenciadas no espectro FT-IR.

    As curvas TGA sugerem melhora da estabilidade térmica do OE encapsulado frente ao OE puro e de nanopartículas de zeína vazias (Z-NPs) frente a zeína pura. Z-OEs foram eficazes no controle de C. lindemuthianum, com destaque para Z-OEC e Z-OECM que inibiram 100 % do crescimento micelial e reduziram significativamente a severidade da antracnose em ensaios in vivo. A redução na severidade da doença pode estar relacionada à formação de uma película protetora na superfície foliar. As avaliações de biossegurança confirmaram que os tratamentos com Z-OEC e Z-OECM não afetaram os níveis de pigmentos fotossintéticos em plantas de feijão em comparação com os controles tratados com água. Além disso, em concentrações ambientalmente relevantes, Z-OEC não foi tóxica para peixes-zebra adultos, com taxas de sobrevivência inalteradas.

    Por fim, as nanopartículas Z-OECBE obtidas por nanoprecipitação de baixa energia apresentaram d entre 92 a 208 nm, com a maioria das formulações exibindo PDI < 0,25. A formulação mais promissora demonstrou estabilidade de armazenamento, mantendo d < 150 nm e PDI < 0,15 ao longo de 90 dias. Z-OECBE exibiram uma morfologia esférica e as análises TGA mostraram maior estabilidade térmica das nanopartículas de zeína em comparação com a zeína pura, bem como melhor estabilidade térmica do OEC encapsulado.

    Ensaios antifúngicos in vitro demonstraram que Z-OECBE foi eficaz no controle de Fop, inibindo em 70 % o crescimento micelial e em 100% a formação de colônias. Portanto, os resultados demonstram a versatilidade dos métodos de preparo e o elevado potencial dos OEs encapsulados como nanobiofungicidas. Destaca-se, ainda, a viabilidade técnica do método de baixa energia e sua possível escalabilidade, reforçando a aplicabilidade desses sistemas como estratégia viável e sustentável para o manejo de doenças em plantas.”

    Parabéns ao pesquisador José Marcelo Honório Ferreira Barros pela bem-sucedida defesa de sua tese de doutorado!


  • Defesa de Tese de Doutorado – Clara Dourado Fernandes

    No dia 17/09/2025, a pesquisadora Clara Dourado Fernandes realizou a defesa de sua tese de doutorado, intitulada “Enzymatic Synthesis of Aliphatic Polyesters for Application in Tissue Engineering: development and characterization of nanofiber mats with bioactive glasses, sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Henrique Hermes de Araújo, Prof. Dr. Bruno Francisco Oechsler e do Prof. Dr. Aldo Boccaccini.

    A seguir, o resumo desta pesquisa.

    “Nesta tese foram desenvolvidos scaffolds sustentáveis para engenharia de tecidos moles, combinando poli(ε-caprolactona) (PCL) com poliéster hidrofílico de origem renovável, sintetizado por policondensação enzimática — o poli(succinato de propileno-co-succinato de glicerol) (PPSG). A modificação melhorou a molhabilidade, ajustou a degradação e reforçou as propriedades mecânicas do PCL.

    Além disso, incorporaram-se vidros bioativos (BG 45S5) e nanopartículas mesoporosas dopadas com boro (B-MBGNs), conferindo bioatividade e estímulo à proliferação celular. Os resultados evidenciam a formação de hidroxiapatita, aumento da adesão celular, degradação controlada e desempenho mecânico otimizado, destacando o potencial desses scaffolds como biomateriais avançados para aplicações médicas.”

    Parabéns a pesquisadora Clara Dourado Fernandes pela bem-sucedida defesa de sua tese de doutorado!


  • Defesa de Dissertação de Mestrado – Daniela Borges Gonçalves

    No dia 08/09/2025, a pesquisadora Daniela Borges Gonçalves realizou a defesa de sua dissertação de mestrado, intitulada “Desenvolvimento e Caracterização de Filmes Bioadesivos de PVA e Fucoidan para Aplicação na Medicina Regenerativa”, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Ana Paula Serafini Immich Boemo, Prof. Dr. Pedro Henrique Hermes de Araújo e da Dr.ª Tamara Agner Miguez.

    A seguir, o resumo desta pesquisa.

    “O desenvolvimento de materiais bioadesivos capazes de promover a cicatrização de feridas e, ao mesmo tempo, oferecer proteção antimicrobiana, é uma prioridade crescente na área biomédica. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo desenvolver e caracterizar filmes bioadesivos poliméricos à base de álcool polivinílico (PVA) e fucoidan, um polissacarídeo sulfatado extraído de algas marrons, reconhecido por suas propriedades bioativas, incluindo efeitos anti-inflamatórios, cicatrizantes e antimicrobianos. Para isso, foi realizada uma tentativa de modificar o PVA quimicamente com metacrilato de glicidila (GMA) com o intuito de promover sua reticulação e aumentar sua resistência mecânica, resultando em filmes com propriedades ajustáveis.

    A caracterização estrutural por FTIR e por RMN mostrou que não foi possível identificar a inserção dos grupos metacrilatos nas cadeias de PVA. Os filmes foram avaliados quanto às propriedades físico-químicas e mecânicas em condições secas e úmidas. Os testes de adesividade, realizados em pele suína, mostraram que os filmes de PVA apresentaram uma melhor adesão em ambiente úmido do que os filmes mais rígidos de PVA-GMA, ressaltando a importância da flexibilidade da matriz para o contato íntimo com o tecido. Os ensaios mecânicos demonstraram que os filmes de PVA-FUC e PVA puro mantiveram desempenho relativamente superior em comparação aos demais sistemas, indicando boa estabilidade mecânica em condições fisiológicas simuladas.

    A avaliação da atividade antimicrobiana, por meio do método de difusão em disco, revelou que, apesar dos esforços, não foi possível ver os halos de inibição em torno dos filmes de PVA-FUC contra as bactérias Escherichia coli e Staphylococcus aureus e o fungo Candida albicans. Os ensaios de citotoxicidade (MTS)  do extrato do fucoidan indicaram que ele preservou a viabilidade das células de fibroblasto murino (L929) reforçando seu potencial em aplicações biomédicas direcionadas. No entanto, uma alta concentração de fucoidan no filme (PVA+FUC 90) resultou em citotoxicidade dose-dependente, o que requer um balanceamento da concentração para evitar efeitos citotóxicos.

    Os resultados demonstram que os bioadesivos de PVA-FUC representam uma alternativa promissora para o cuidado de feridas pós-cirúrgicas, reunindo adesividade, biocompatibilidade, desempenho estrutural e efeitos terapêuticos multifuncionais em um único dispositivo.”

    Parabéns a pesquisadora Daniela Borges Gonçalves pela bem-sucedida defesa de sua dissertação de mestrado!


  • Patente inovadora que viabiliza o reaproveitamento de resíduos industriais da indústria de papel e celulose é criada com a participação de Professor do LCP

    Em mais uma parceria de sucesso, o Professor  Dr. Ricardo Antônio Francisco Machado,  contribuiu como inventor de uma tecnologia inovadora para a produção de blendas poliméricas a partir de estireno e ligninas (Kraft e esterificadas), oriundas de resíduos industriais da cadeia de papel e celulose. A patente do método (BR 10 2018 009318 5 ) representa um avanço importante na valorização de subprodutos industriais, unindo inovação em materiais poliméricos e sustentabilidade


    Como funciona

    O novo processo envolve:

    • Recuperação das ligninas Kraft do licor negro da indústria de papel por meio de acidificação, filtração e secagem.
    • Remoção de contaminantes inorgânicos, como o enxofre, etapa crítica para viabilizar a polimerização eficiente.
    • Esterificação das ligninas, substituindo grupos hidroxila por ésteres, aumentando a compatibilidade com o estireno.
    • Acondicionamento com o agente compatibilizante Tributilfosfato (TBP) antes da polimerização.
    • Polimerização em massa ou suspensão in situ, utilizando iniciadores como o peróxido de benzoíla e surfactantes como PVP e SLS.
    • Produção de blendas com até 30% de ligninas esterificadas incorporadas ao poliestireno.

    Problema que resolve

    • Valoriza resíduos industriais abundantes e renováveis, evitando sua queima e desperdício.
    • Substitui parcialmente materiais petroquímicos em polímeros, contribuindo para a sustentabilidade.
    • Desenvolve materiais com propriedades aprimoradas, como resistência térmica e antichama.

    Vantagens e diferenciais

    • Reutiliza resíduos industriais de fontes renováveis, reduzindo a dependência de derivados do petróleo.
    • Produz blendas de estireno com até 30% de lignina.
    • Adiciona propriedades como resistência térmica e antichama.
    • Aplicável em plásticos de engenharia e potencialmente na indústria aeroespacial.

    Inventores

    • Solange Mielke (Centro Tecnológico – CTC, UFSC)
    • Ricardo Antônio Francisco Machado (Centro Tecnológico – CTC, UFSC)

    Aplicações e impacto potencial

    Esta tecnologia pode ser aplicada em:

    • Desenvolvimento de novos polímeros sustentáveis para embalagens, revestimentos e compósitos.
    • Substituição parcial de polímeros derivados de petróleo.
    • Produção de materiais de alto valor agregado a partir de rejeitos industriais.

    Combinando inovação, sustentabilidade e valorização de resíduos, a patente reforça o protagonismo da UFSC na criação de soluções tecnológicas para os desafios ambientais e industriais contemporâneos.

     

    Mais informações: https://vitrine2.sites.ufsc.br/tecnologia/obtencao-de-blendas-a-partir-de-estireno-ligninas-kraft-e-ligninas-esterificadas-oriundas-de-residuos-industriais/


  • Professor do LCP integra equipe de inventores de tecnologia patenteada que impulsiona inovação em grafeno sustentável

    Pesquisadores da UFSC, em parceria com a empresa SuperGrafeno Ltda, desenvolveram uma tecnologia inovadora de química verde para a produção de grafeno e seus derivados, com potencial de aplicação industrial e menor impacto ambiental. A patente do método (BR 10 2022 008637 0Grafeno sustentável: nova rota ecológica e escalável para produção de materiais de carbono) representa um avanço significativo frente aos processos convencionais.


    Como funciona

    O novo processo inclui etapas sequenciais bem definidas:

    1. Esfoliação térmica da grafita usando nitrato de amônio.
    2. Oxidação em meio aquoso utilizando ozônio.
    3. Dispersão por ultrassom, com a possibilidade de introduzir luz UV para ajustar o nível de oxidação.

    O resultado obtido pode ser material de grafeno multilamadas ou monocamadas oxidado, dependendo da aplicação desejada.


    Problema que resolve

    • Elimina ou reduz fortemente o uso de ácidos fortes e metais pesados, como os exigidos no método de Hummers, que geram resíduos tóxicos e demandam tratamento complexo.
    • Menor custo operacional e complexidade estrutural.

    Vantagens e diferenciais

    • Processo mais limpo ambientalmente, praticamente sem geração de resíduos tóxicos.
    • Alta eficiência nos estágios de oxidação e esfoliação.
    • Reagentes acessíveis e menos agressivos ao meio ambiente.
    • Controle do nível de oxidação e das camadas (mono ou multicamadas), o que permite ajustar o material para diferentes usos.
    • Compatível com diversos tipos de grafita comercial, o que facilita escalonamento e adaptação industrial.

    Inventores e parcerias

    A patente é fruto de colaboração entre UFSC e SuperGrafeno Ltda. Os inventores são:

    • Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira (Centro Tecnológico – CTC, UFSC)
    • Ricardo Antônio Francisco Machado (CTC, UFSC)
    • Gabriel Lincoln da Rocha (SuperGrafeno Ltda)
    • Astor Martins Ferreira (SuperGrafeno Ltda)
    • Rosely Aparecida Peralta (Centro de Ciências Físicas e Matemáticas – CFM, UFSC)
    • Júlia da Silveira Salla (CTC, UFSC)
    • Matheus Mariano de Almeida (CTC, UFSC)

    A co-titularidade é entre a UFSC (Centro Tecnológico – CTC) e a empresa SuperGrafeno Ltda.


    Aplicações e impacto potencial

    Este método pode servir para:

    • Produção de grafeno oxidado para uso em sensores, compósitos, armazenagem de energia, e outros materiais avançados.
    • Materiais de carbono funcionalizados sob demanda, para componentes eletrônicos, revestimentos, ou para catalisadores.
    • Substituição de métodos mais nocivos e caros, tornando produtos de carbono de alta performance mais competitivos.

     

    Mais informações em: https://vitrine2.sites.ufsc.br/tecnologia/grafeno-sustentavel-nova-rota-ecologica-e-escalavel-para-producao-de-materiais-de-carbono/

     


  • LCP recebe a comunidade em mais uma edição do CTC de Portas Abertas

    Nos dias 08 e 09 de agosto, o Centro Tecnológico (CTC) da UFSC promoveu mais uma edição do CTC de Portas Abertas, um evento que convida a comunidade a explorar seus espaços e atividades. A iniciativa proporcionou uma experiência única para estudantes, professores, profissionais e visitantes, que puderam conhecer de perto os laboratórios, projetos e pesquisas desenvolvidos nas diversas áreas da engenharia, ciência e tecnologia.

    No LCP, os visitantes puderam acompanhar experimentos de diferentes áreas de pesquisa, com destaque para a obtenção de materiais poliméricos a partir de diversos tipos de polímeros, abrangendo desde a síntese e processamento até as técnicas de reciclagem.

     

    Também foram apresentadas aplicações inovadoras, como o uso de membranas poliméricas em processos de destilação por membranas, eletrofiação e nanoencapsulação de compostos bioativos.

    O evento também foi uma oportunidade para mostrar a importância da parceria entre universidade e indústria, exemplificada pelo projeto colaborativo com a Anjo Tintas, que fortalece a pesquisa aplicada e estimula a inovação tecnológica.

     

     


  • Pesquisa desenvolvida no LCP conquista prêmio nacional na Colômbia

    A engenheira química Yessica Alexandra Rodriguez Gaviria foi a vencedora do V Prêmio Nacional Rebeca Uribe Bone, concedido pelo Conselho Profissional de Engenharia Química da Colômbia (CPIQ). O prêmio reconhece anualmente o melhor trabalho de conclusão de curso, dissertação ou projeto de pesquisa liderado por mulheres na área de Engenharia Química.

    A dissertação de mestrado de Yessica, desenvolvida no LCP sob orientação da prof. Dra. Cristiane da Costa, foi escolhida por sua excelência acadêmica, inovação e contribuição significativa para o setor produtivo.

     

    A premiação leva o nome de Rebeca Uribe Bone, a primeira engenheira química colombiana, e busca valorizar o protagonismo feminino na ciência, na indústria e na sociedade.

    A cerimônia de entrega aconteceu durante o Congresso Interamericano de Engenharia Química, realizado entre os dias 30 de junho e 3 de julho de 2025, em Cartagena (Colômbia).


  • Equipe do LCP marca presença no 69º Congresso Brasileiro de Cerâmica

    Entre os dias 15 e 18 de junho de 2025, ocorreu em Natal (RN) o 69º Congresso Brasileiro de Cerâmica (CBC), o mais tradicional e abrangente evento técnico-científico da área de cerâmica na América Latina. Realizado anualmente pela Associação Brasileira de Cerâmica (ABCeram) desde 1957, o congresso reúne pesquisadores, profissionais da indústria, estudantes e fornecedores do setor para promover a troca de conhecimento e a discussão de avanços científicos, tecnológicos e industriais em cerâmica.

    Representando o LCP, participaram do evento os pesquisadores Prof. Dr. Ricardo Machado, Profª. Drª. Cíntia Marangoni e Dra. Karina Andrade, que apresentaram trabalhos voltados a aplicações avançadas de materiais cerâmicos nas áreas de eletrocatálise, revestimentos anticorrosivos e medicina regenerativa.


  • Pesquisadora do LCP representa a UFSC em eventos científicos internacionais

    A doutoranda Luisa Isago Fusinato participou de dois importantes eventos científicos internacionais em junho de 2025, realizando apresentações relacionadas ao desenvolvimento de fotocatalisadores inovadores baseados em poliimidas.

    Nos dias 11 e 12 de junho, Luisa esteve presente na Global Hydrogen Futures Conference, realizada em Cranfield, Reino Unido. O evento reuniu especialistas acadêmicos, representantes da indústria e formuladores de políticas para discutir soluções tecnológicas voltadas à produção sustentável de hidrogênio e à integração com sistemas de energia renovável. Na ocasião, a pesquisadora apresentou o trabalho: “Addressing wastewater treatment and green hydrogen generation: design and characterization of novel polyimide photocatalysts”.

    Dias depois, entre 23 e 26 de junho, ela participou da Materials Today Conference 2025 (em Sitges, Espanha), apresentando o trabalho: “Design and characterization of novel polyimide photocatalysts for environmental applications”. Durante a conferência foram discutidos temas extremamente atuais nas fronteiras da ciência dos materiais, especialmente em energia sustentável, saúde e tecnologias emergentes.

    Os estudos apresentados são desenvolvidos no âmbito de uma colaboração internacional entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Université du Québec à Montréal (UQÀM), sob a orientação conjunta do Prof. Dr. Ricardo Machado (UFSC) e do Prof. Dr. François Perreault (UQÀM).


  • Pesquisadora do LCP recebe premiação de apresentação destaque no FQMA

    Nos dias 1 e 2 de maio de 2025, a cidade de Montréal (QC, Canadá) sediou o Forum Québécois sur les Matériaux Avancés (FQMA), um dos principais encontros científicos dedicados às inovações em materiais de alta performance de Québec. O evento reuniu pesquisadores, profissionais da indústria e estudantes para compartilhar avanços e tendências no desenvolvimento de novos materiais.

    Com grande orgulho, destacamos a participação da pesquisadora de doutorado Luisa Isago Fusinato, que representou nossa instituição na modalidade apresentação de pôster, com o trabalho: “Exploring polyimides for new photocatalysts: synthesis and functional properties

    Na pesquisa, é explorado o potencial das poliimidas como novos fotocatalisadores, vem sendo desenvolvida sob a orientação conjunta do Prof. Dr. Ricardo Machado (UFSC, Brasil) e do Prof. Dr. François Perrault (UQÀM, Canadá), em uma colaboração internacional que fortalece os laços entre os grupos de pesquisa dos dois países e promove a formação de jovens cientistas em ambiente multidisciplinar e globalizado.

    Com sua apresentação, Luisa conquistou o prêmio de segunda melhor apresentação de pôster do evento, entre dezenas de trabalhos de alto nível, recebendo reconhecimento por sua clareza, domínio do tema e relevância científica.

     

     


  • Discentes do LCP recebem premiação destaque por seus trabalhos apresentados no III CACENQ

    Entre os dias 7 e 11 de abril de 2025 aconteceu o III Congresso Acadêmico da Pós-Graduação em Engenharia Química (III CACENQ), reunindo estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado em minicursos, mesa-redonda, visita técnica  e apresentações de trabalhos científicos e tecnológicos. O evento contou com sessões de premiação para os melhores trabalhos de cada categoria, reconhecendo a excelência dos participantes.

    Dentre os premiados, destacaram-se Nícolas Urruth, na categoria mestrado, e Victor da Silveira, na categoria de iniciação científica.

    No trabalho de Nícolas Urruth, intitulado “Chemical Recycling as a Tool for Polyester’s Continuous Circular Production: A Literature Perspective and Statistical Analysis”, foi abordado o desafio da reciclagem de plásticos, com foco nos poliésteres. Realizando uma ampla análise de literatura e dados de processos como a glicólise do PET e a metanólise do PLA, o pesquisador aplicou métodos estatísticos (ANOVA e correlação) para identificar variáveis críticas que influenciam a eficiência dos processos de reciclagem química. Seu estudo apontou estratégias para tornar o reaproveitamento de plásticos mais eficiente e sustentável.

    Já o trabalho de Victor da Silveira, intitulado “Incorporation of PGlPDL Nanoparticles into Electrospun PVA Scaffolds for Tissue Engineering Applications” teve foco no desenvolvimento de scaffolds de PVA eletrofiados contendo nanopartículas de copolímero carregadas com curcumina. Victor demonstrou a formação de fibras homogêneas com alta eficiência de encapsulamento, com potencial aplicação como curativos para feridas, proporcionando liberação controlada de fármacos e favorecendo a regeneração tecidual.

    A premiação dos dois pesquisadores no III CACENQ evidencia a qualidade da pesquisa realizada no LCP e o talento de seus pesquisadores em áreas estratégicas para a inovação científica.


  • Pesquisadora do LCP realiza doutorado em cotutela no Canadá

    A pesquisadora Luisa Isago Fusinato está realizando seu doutorado em regime de  cotutela com a universidade canadense Université du Québec à Montréal (UQAM).

    Sua pesquisa é desenvolvida na área de Química, com ênfase na síntese de fotocatalisadores voltados para o tratamento de águas residuais e a geração de hidrogênio. O programa de cotutela prevê que a doutoranda realize parte de suas atividades acadêmicas e de pesquisa em ambas as instituições, sob a orientação conjunta do Prof. Dr. Ricardo Antonio Francisco Machado (UFSC) e do Prof. Dr. François Perreault (UQAM).

    O doutorado em cotutela possibilita a obtenção de um diploma em cada universidade envolvida, fortalecendo a qualificação internacional da pesquisa e promovendo a troca de conhecimentos e experiências em diferentes ambientes científicos.


  • Artigo 4: Tinta com nióbio – inovação multifuncional para proteção e performance industrial em diversos setores

    No 4º artigo da série sobre tintas anticorrosivas é explorado o potencial do nióbio como aditivo inovador, destacando sua contribuição não apenas para a melhoria da proteção contra corrosão, mas também para o desenvolvimento de revestimentos multifuncionais.

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    A tinta com nióbio (Nb) é um material inovador com potencial de aplicação em diversos setores, graças às propriedades únicas desse elemento, como resistência à corrosão, condutividade elétrica, estabilidade térmica e biocompatibilidade. A seguir, estão listadas algumas de suas possíveis aplicações.

    Construção civil

    Revestimentos anticorrosivos

    • Aplicações: Estruturas metálicas em ambientes agressivos, como pontes, plataformas offshore, torres de transmissão e tanques de armazenamento.
    • Vantagens: O nióbio forma uma camada passiva sobre os metais, impedindo a oxidação e a corrosão mesmo em ambientes marinhos e industriais altamente corrosivos. Isso pode aumentar a vida útil das estruturas e reduzir a necessidade de manutenção constante.

    Revestimentos resistentes a produtos químicos

    • Aplicações: Equipamentos industriais, como tanques e tubulações, que transportam produtos químicos agressivos.
    • Vantagens: O nióbio é resistente a uma vasta gama de produtos químicos, garantindo que as superfícies pintadas não sejam degradadas por agentes corrosivos. Isso é especialmente importante para indústrias como a petroquímica e farmacêutica.

    Tintas autolimpantes

    • Aplicações: Fachadas de edifícios e estruturas externas sujeitas a poluição.
    • Vantagens: O nióbio pode ser aplicado isoladamente ou em combinação com outros elementos de propriedades autolimpantes, permitindo a repelência de sujeira e contaminantes. Isso contribui para superfícies que permanecem limpas por mais tempo, reduzindo a frequência de manutenção necessária.

    Tintas térmicas

    • Aplicações: Pinturas para reduzir a transferência de calor em edificações.
    • Vantagens: As tintas térmicas com nióbio podem refletir parte da radiação solar, reduzindo a necessidade de ar-condicionado e contribuindo para a eficiência energética dos edifícios. Isso pode ajudar a reduzir o consumo de energia e melhorar o conforto interno.

    Setor automotivo e aeroespacial

    Proteção contra corrosão e desgaste

    • Aplicações: Peças metálicas de veículos, como chassis, portas e partes do motor, além de componentes em aeronaves, como fuselagens e hélices.
    • Vantagens: A tinta de nióbio cria uma camada protetora que aumenta a resistência à corrosão e ao desgaste, fato este que pode ajudar a manter a integridade estrutural das peças e aumentando sua durabilidade, mesmo em condições extremas.

    Revestimentos estéticos de alta resistência

    • Aplicações: Pinturas e acabamentos de veículos e aeronaves que exigem resistência estética e mecânica.
    • Vantagens: Além da durabilidade, a tinta de nióbio pode oferecer uma estética superior, com acabamentos brilhantes e resistentes a arranhões, mantendo a aparência do veículo por mais tempo.

    Indústria eletrônica

    Tintas Condutivas

    • Aplicações: Eletrodos em telas sensíveis ao toque, circuitos eletrônicos e dispositivos flexíveis.
    • Vantagens: O nióbio pode ser usado para criar tintas condutivas, que são essenciais para circuitos eletrônicos e displays. A tinta de nióbio pode oferecer excelente condutividade elétrica, o que é importante para a performance de dispositivos como smartphones, tablets e outros dispositivos portáteis.

    Blindagem eletromagnética (EMI)

    • Aplicações: Proteção de componentes eletrônicos sensíveis contra interferência eletromagnética.
    • Vantagens: A tinta de nióbio pode ser usada para proteger equipamentos contra sinais indesejados que poderiam interferir em seu funcionamento. Essa aplicação é especialmente importante para dispositivos que precisam operar em ambientes com alta interferência, como em setores de telecomunicações e em ambientes industriais.

    Baterias e supercapacitores

    • Aplicações: Revestimentos para baterias de íon-lítio e supercapacitores.
    • Vantagens: Em baterias e supercapacitores, o nióbio pode aumentar a eficiência de carregamento e descarregamento, melhorar a capacidade de retenção de carga e prolongar a vida útil dos dispositivos.

    Setor de energia e sustentabilidade

    Tintas para Painéis Solares

    • Aplicações: Revestimentos para aumentar a eficiência dos painéis solares.
    • Vantagens: O nióbio pode ser utilizado para melhorar a condução elétrica em células solares, otimizando a coleta de energia e, consequentemente, aumentando a eficiência dos painéis solares. Além disso, tintas com nióbio podem melhorar a durabilidade dos painéis ao protegê-los contra corrosão e desgaste.

    Revestimentos para turbinas eólicas

    • Aplicações: Proteção de componentes de turbinas eólicas, como as lâminas.
    • Vantagens: A tinta de nióbio pode proteger as lâminas das turbinas contra o desgaste causado pelo vento, poeira e outros elementos ambientais, aumentando sua vida útil e reduzindo a necessidade de manutenção.

    Setor médico e hospitalar

    Revestimentos antimicrobianos

    • Aplicações: Superfícies hospitalares e equipamentos médicos.
    • Vantagens: O nióbio tem propriedades antimicrobianas que podem ajudar a evitar o crescimento de bactérias, fungos e outros patógenos em superfícies de contato, como em mesas de cirurgia, camas de hospital e outros equipamentos médicos. Isso pode ocasionar melhoria na higiene e redução do risco de infecções hospitalares.

    Tintas para implantes e próteses

    • Aplicações: Revestimentos para próteses ortopédicas e dentárias.
    • Vantagens: O nióbio é biocompatível e pode ser utilizado para revestir próteses e implantes, com isso pode haver melhoria da integração com o osso ou tecido humano, além de reduzir o risco de rejeição.

    Setor de segurança

    Blindagem eletromagnética (EMI)

    • Aplicações: Proteção de sistemas de comunicação e eletrônicos.
    • Vantagens: Tintas com nióbio podem ser aplicadas em sistemas de comunicação e outros equipamentos militares para protegê-los de interferências eletromagnéticas, garantindo que funcionem corretamente em ambientes de alta tecnologia.

    Acesse o artigo completo em: https://www.linkedin.com/pulse/tinta-com-ni%C3%B3bio-inova%C3%A7%C3%A3o-multifuncional-para-prote%C3%A7%C3%A3o-e-performance-ng6lf/?trackingId=0FQ2d%2BP9m88bF%2BkcROHkuA%3D%3D


    Esse artigo foi desenvolvido pela Dr.ª Letícia Alves da Costa Laqua e pela Dr.ª Karina Andrade resultante de uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina e a Anjo Tintas.


  • Artigo 3: Certificações e normas técnicas – a garantia do desempenho anticorrosivo das tintas técnicas

    Dando sequência à série de artigos sobre o desenvolvimento de tintas anticorrosivas, foi publicado o artigo 3. Este trabalho foi elaborado pela Dr.ª Letícia Alves da Costa Laqua e pela Dr.ª Karina Andrade, fruto de uma colaboração entre a Universidade Federal de Santa Catarina e a Anjo Tintas.

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    As normas e certificações para tintas com ação anticorrosiva desempenham um papel fundamental na garantia da qualidade, segurança e desempenho desses produtos. A corrosão é um processo natural de deterioração dos materiais, principalmente metais, causado por reações químicas, eletroquímicas ou microbiológicas com o ambiente. Esse fenômeno compromete a integridade estrutural de equipamentos, tubulações, veículos, plataformas marítimas e diversas infraestruturas industriais, podendo levar a falhas graves, acidentes e altos custos de manutenção. As tintas anticorrosivas são uma das soluções mais eficazes e economicamente viáveis para a proteção de superfícies metálicas contra a corrosão. Elas formam uma barreira protetora entre o metal e o ambiente, reduzindo ou impedindo a ação de agentes corrosivos, como oxigênio, umidade e substâncias químicas agressivas.

    A certificação desses produtos assegura que eles foram testados em condições controladas e atendem aos padrões exigidos para diferentes aplicações industriais e marítimas. Órgãos certificadores avaliam fatores como resistência química, aderência, espessura da camada e desempenho em testes de névoa salina. Isso é fundamental para garantir que as tintas protejam de forma eficaz superfícies metálicas em setores como petróleo e gás, construção naval, infraestrutura e manufatura.

    Além da proteção contra corrosão, as normas e certificações também contribuem para a sustentabilidade e a segurança no manuseio desses produtos. Portanto, o cumprimento das normas e a obtenção de certificações são fatores cruciais para garantir a eficácia das tintas anticorrosivas, promovendo maior durabilidade, segurança operacional e conformidade ambiental. Empresas que adotam esses padrões demonstram compromisso com a qualidade e a confiabilidade de seus produtos, tornando-se mais competitivas no mercado e reduzindo riscos associados à corrosão em estruturas metálicas.

    Em resumo, essas normas regulatórias estabelecem requisitos técnicos e métodos de ensaio que garantem que as tintas anticorrosivas atendam a critérios rigorosos de proteção. Entre as normas mais importantes está a norma internacional ISO 12944, que especifica os sistemas de proteção contra corrosão por meio de revestimentos orgânicos e a NBR 8094 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que define os requisitos gerais para tintas protetivas.

    ISO 12944, os principais pontos da norma internacional contra corrosão.

    A ISO 12944 é uma norma internacional que define diretrizes para a proteção de estruturas de aço contra corrosão por meio de sistemas de pintura. Publicada pela Organização Internacional de Normalização (ISO), essa norma é amplamente utilizada em setores como construção civil, indústria naval, petróleo e gás, infraestrutura e manufatura, garantindo a durabilidade e a eficácia dos revestimentos anticorrosivos. Os principais aspectos da ISO 12944 incluem:

    Parte 1 – Introdução geral: Explica o escopo da norma, seus objetivos e sua aplicação em diferentes setores.

    Parte 2 – Classificação dos ambientes: A norma define diferentes categorias de exposição à corrosão, com base no tipo de ambiente em que a estrutura estará inserida:

    • C1 (Muito Baixa) – Ambientes internos secos;
    • C2 (Baixa) – Ambientes rurais com baixa poluição;
    • C3 (Média) – Ambientes urbanos ou industriais com níveis moderados de poluição;
    • C4 (Alta) – Ambientes industriais e costeiros com alta umidade e poluição;
    • C5 (Muito Alta) – Ambientes marítimos e industriais agressivos. C5-I muito alto (industrial) e C5-M muito alto (marinho).

    Parte 3 – Considerações de projeto: Oferece diretrizes para projetistas e engenheiros sobre como desenvolver estruturas metálicas para facilitar a aplicação e manutenção dos revestimentos anticorrosivos.

    Parte 4 – Tipos de superfície e métodos de preparação: Detalha os requisitos para preparação de superfícies antes da aplicação dos sistemas de pintura, incluindo:

    • Jateamento abrasivo;
    • Limpeza mecânica e química;
    • Condições ideais de aplicação.

    Parte 5 – Sistemas de pintura protetivos: Define os diferentes tipos de revestimentos e combinações de produtos para garantir a proteção adequada em cada classe de exposição.

    Parte 6 – Testes de desempenho dos sistemas de pintura: Lista os ensaios necessários para avaliar a durabilidade e resistência dos revestimentos, incluindo testes de:

    • Névoa salina;
    • Condensação úmida;
    • Imersão em soluções químicas;
    • Exposição a ciclos climáticos.

    Parte 7 – Execução e supervisão da aplicação do revestimento: Estabelece os critérios para a aplicação correta das tintas, incluindo:

    • Métodos de aplicação (spray, pincel, rolo);
    • Controle de espessura do filme seco;
    • Condições ambientais para a pintura (temperatura, umidade);
    • Inspeção e registro da aplicação.

    Parte 8 – Avaliação da durabilidade e manutenção dos sistemas de pintura: Aborda a manutenção preventiva e corretiva dos revestimentos ao longo da vida útil da estrutura, incluindo métodos para inspeção e repintura.

    Parte 9 – Testes de desempenho dos sistemas de pintura e qualificação: Define protocolos para testes laboratoriais e de campo que validam a eficácia dos sistemas anticorrosivos antes de sua aplicação em larga escala.

    Seguir a ISO 12944 ajuda a garantir que estruturas metálicas recebam proteção eficaz, reduzindo custos de manutenção, prolongando a vida útil e minimizando riscos de falhas estruturais. Empresas que adotam essa norma demonstram compromisso com a qualidade e a segurança de seus produtos e serviços.

    NBR 8094, reforço nacional das diretrizes contra a corrosão.

    A NBR 8094 é uma norma brasileira da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que estabelece diretrizes para tintas anticorrosivas utilizadas na proteção de superfícies metálicas. Seu principal objetivo é garantir que os revestimentos atendam a requisitos mínimos de desempenho, contribuindo para a durabilidade, segurança e eficiência da proteção contra corrosão. Ao seguir essa norma, empresas asseguram a qualidade e a durabilidade dos sistemas de pintura, contribuindo para a segurança e a economia na manutenção de equipamentos e estruturas metálicas.

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    Acesse o artigo completo em: https://www.linkedin.com/pulse/certifica%C3%A7%C3%B5es-e-normas-t%C3%A9cnicas-garantia-do-desempenho-anticorrosivo-swhhf/