Artigo 2: Nióbio se destaca como aliado contra a corrosão e impulsiona nova geração de tintas anticorrosivas

20/03/2025 14:49

Esse artigo foi desenvolvido pela Dr.ª Leticia Alves da Costa Laqua e a Dr.ª Karina Andrade, resultante de uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina e a Anjo Tintas.

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A proteção anticorrosiva do nióbio tem sido estudada devido às suas propriedades únicas, como alta resistência à corrosão, estabilidade química e capacidade de formar óxidos protetores. O uso do nióbio em tintas anticorrosivas se dá principalmente como inibidor de corrosão e como modificador de pigmentos e cargas.

 

  Mecanismo de proteção anticorrosiva

O nióbio atua na proteção anticorrosiva por diferentes mecanismos:

i. Formação de filmes protetores de óxidos

O nióbio forma espontaneamente uma camada passiva de óxido de nióbio (Nb₂O₅) quando exposto ao oxigênio ou a meios agressivos. Essa camada é aderente, densa e estável, criando uma barreira contra a penetração de agentes corrosivos (O₂, H₂O, Cl⁻). O Nb₂O₅ tem características semicondutoras, podendo atuar no bloqueio da corrosão por impedância elétrica.

                            4Nb + 5O₂ → 2 NbO

ii. Inibição da reação de corrosão

Inibição Anódica: O nióbio compete com o ferro e outros metais na oxidação, formando óxidos protetores antes que o substrato sofra corrosão. Ele reduz a dissolução do metal base, dificultando a liberação de íons metálicos na solução corrosiva.

Inibição Catódica: A camada de Nb₂O₅ pode reduzir a taxa da reação catódica, dificultando a formação de hidrogênio ou a redução de oxigênio. Esse efeito diminui a cinética do processo corrosivo, prolongando a vida útil do metal protegido.

iii. Modificação da estrutura dos pigmentos: Melhoria da adesão e barreira mecânica: O Nb₂O₅ pode aumentar a coesão da tinta, reduzindo a permeabilidade a agentes corrosivos. Isso cria uma barreira mecânica contra a infiltração de umidade e íons agressivos. Sinergia com outros inibidores: O nióbio pode substituir ou potencializar a ação de inibidores como o fosfato de zinco, melhorando a proteção a longo prazo. Sua presença reduz a necessidade de compostos tóxicos, como os cromatos (Cr⁶⁺).

Em resumo, o mecanismo anticorrosivo do nióbio se dá principalmente pela formação de um filme passivante estável, que bloqueia a penetração de agentes corrosivos e reduz a velocidade das reações eletroquímicas da corrosão. Além disso, a incorporação do nióbio em tintas anticorrosivas melhora a resistência do revestimento e prolonga a proteção contra corrosão, tornando-se uma alternativa promissora para aplicações industriais.

Como o nióbio melhora tintas anticorrosivas: 4 pontos essenciais.

A incorporação do nióbio em tintas anticorrosivas apresenta várias vantagens:

  • Aumento da Durabilidade: Reduz a taxa de corrosão e prolonga a vida útil de estruturas metálicas.
  • Proteção em Ambientes Severo: Ideal para setores como petróleo e gás, naval, infraestrutura e aeroespacial.
  • Alternativa Sustentável: Pode substituir ou reduzir o uso de cromatos (Cr⁶⁺), que são altamente tóxicos.
  • Melhoria na Aderência e Resistência Mecânica: A presença do nióbio pode otimizar as propriedades físico-químicas das tintas.

“A utilização do nióbio em formulações de tintas anticorrosivas representa um avanço tecnológico, trazendo benefícios ambientais e econômicos ao melhorar a proteção contra corrosão em metais expostos a ambientes agressivos.” afirmam a Dra. Leticia Alves da Costa Laqua e a Dra. Karina Luzia Andrade da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

 

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