Defesa de Dissertação de Mestrado – Amanda Mueller Vianna dos Santos

No dia 19/03/2026, a pesquisadora Amanda Mueller Vianna dos Santos realizou a defesa de sua dissertação de mestrado, intitulada “Dispositivo de Nanocelulose Bacteriana para Liberação de Camptotecina Encapsulada em Nanopartículas de Policaprolactona”, sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Henrique Hermes de Araújo, Dr.ª Tamara Agner Miguez e da Dr.ª Karina Cesca.
A seguir, o resumo desta pesquisa.
“No tratamento de gliomas – neoplasia primária do parênquima cerebral caracterizada por sua elevada agressividade – a administração oral ou intravenosa de quimioterápicos requer uma elevada dose sistêmica devido à presença da barreira hematoencefálica. Dessa forma, a entrega intracraniana desses compostos, após a remoção cirúrgica do tumor, por meio de dispositivos de liberação controlada (DDS) surge como uma alternativa promissora para reduzir a dose sistêmica e aumentar a eficiência do tratamento.
Nesse contexto, a camptotecina (CPT), um fármaco com potente ação antitumoral, destaca-se por atuar como inibidor da topoisomerase I. Entretanto, sua molécula pode sofrer hidrólise em meio fisiológico, assumindo uma forma inativa; assim, a sua encapsulação constitui uma estratégia importante para preservar sua atividade, aumentar a biodisponibilidade e prolongar o tempo de retenção no organismo. Além do fármaco, para o desenvolvimento desses dispositivos é necessário selecionar uma matriz biocompatível que permita a sua liberação controlada.
Portanto, o objetivo desse trabalho foi de desenvolver um dispositivo à base de esferas nanocelulose bacteriana para a liberação controlada de CPT encapsulada em nanopartículas (NPs) de policaprolactona. As NPs foram obtidas por meio da técnica de miniemulsificação-evaporação de solvente e apresentaram diâmetro médio de partícula de 200 ± 4 nm e uma eficiência de encapsulação de 99 ± 1%. Pela liberação in vitro do fármaco em meio e do DDS, determinou-se que as NPs perdem apenas 10% da sua carga por difusão, indicando que o fármaco permanece retido nas NPs por mais de 7 dias. Ainda, o DDS apresentou uma liberação de 73 ± 4% das NPs em 12 dias, indicando que o dispositivo desenvolvido foi bem-sucedido ao proporcionar a liberação do fármaco nanoencapsulado de forma controlada e prolongada.”
O LCP parabeniza a pesquisadora Amanda Mueller Vianna dos Santos pela aprovação e deseja sucesso na continuidade de sua trajetória acadêmica e profissional.














